O Estado Intermediário

3ª Parte.

Vamos iniciar esta parte respondendo a pergunta feita anteriormente: Quando foi feito o primeiro sacrifício biblicamente falando?

R: Quando lemos Gênesis 3.21, vemos que Deus fez para Adão e Eva túnicas de peles de animais para cobrir a nudez de ambos. Portanto, foi necessário imolar animais para tal. Deus já estava mostrando ao homem do Antigo Testamento que seria necessário derramar sangue de animais para cobrir o pecado. Notem que o sacrifício de animais somente cobre o pecado, mas o sacrifício do cordeiro pascal que é Cristo apaga o pecado.

A partir de agora vamos começar a analisar textos que nos darão a nítida compreensão da forma que estamos a partir da morte terrena. Estamos dormindo? Estamos Acordados? Estamos conscientes? Estamos inconscientes?

5 - Qual o Estado dos Que Morreram? Estão acordados ou dormindo; conscientes ou inconscientes?

As Escrituras não nos dizem diretamente essas condições, mas nós podemos determinar e tirar as conclusões quanto a estes questionamentos, a partir de algumas passagens bíblicas que ora analisaremos:

Lucas 16.19-26

Percebemos neste texto das Escrituras, no qual alguns estudiosos acreditam que seja uma parábola e outros defendem que se trata de um fato verídico, pois aqui é citado o nome de um personagem chamado Lázaro; enquanto que nas outras parábolas não se identificam os envolvidos na história, ou eles estão ocultos ou indeterminados. Fato é , que mesmo que seja uma parábola ou seja verídico o caso citado, saiu dos lábios de Jesus Cristo, e o mais importante é que o ensinamento que se deseja passar é verídico.

Portanto, percebemos dois personagens importantes nesta história: o homem rico e o mendigo Lázaro. Os dois morrem. Lázaro é levado ao Seio de Abraão, que significa céu, paraíso, pois era assim que os judeus entendiam. Pois onde estava Abraão? Certamente estava no céu e não no inferno. Portanto estar no “Seio de Abraão” era gozar de comunhão íntima com o mesmo, é estar na mesma condição, é estar perto, junto e é exatamente para esse lugar, para essa condição que foi o mendigo Lázaro.

Já o rico foi sepultado. A Bíblia diz, pelas palavras de Jesus Cristo, que o homem rico estava no Inferno (HADES) e em tormento.

Percebemos aqui claramente duas condições: um foi levado para o céu (seio de Abraão) e outro foi levado para o inferno (HADES). Portanto vemos claramente a existência de locais distintos para as duas condições. São locais separados e não juntos como alguns afirmam; pois a narrativa diz que o homem rico olha para cima e vê ao longe Abraão e Lázaro com ele; e o relato diz que o homem estava em tormentos. Aqui percebemos muitas coisas interessantes e aprendemos que:

5.1 - Enquanto Vivos, Aqui na Terra, Decidimos o Nosso Destino Na Eternidade como já dissemos acima aqueles que morrem em Cristo, tanto os do antigo testamento como os do novo testamento, como aquelas pessoas que morrem sem salvação, tanto do antigo como do novo testamento, já vão para o seu lugar determinado. A nossa vida na eternidade é decidida enquanto estamos aqui na terra. Portanto, enquanto vivos aqui na terra, decidimos o nosso destino final na eternidade. Ou vamos para o céu (Seio de Abraão) ou vamos para o Inferno (HADES) conforme lemos em Lucas 16.22. O mendigo Lázaro foi levado pelos anjos ao Seio de Abraão (céu, paraíso) e o homem rico foi simplesmente sepultado, tipificando o HADES, a morada dos não salvos.

Devemos nos lembrar também o que está escrito em Hebreus 9.27: “E assim, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto o juízo…” Note que o autor da carta aos hebreus é enfático em dizer que após a morte, segue-se o juízo, ou no céu ou no inferno.

5.2 - O Inferno é um Lugar de Sofrimento e Quem Morre Sem Cristo Vai Direto Para Lá

A Bíblia, nessa narrativa, nos revela algumas coisas interessantes:

Portanto, essa é a condição daquele que vai para o HADES (inferno). Quem morre sem Cristo já começa a experimentar a separação eterna de Deus (Lc 16.24).

Continuarei na 4ª parte sobre a condição do estado dos mortos. Tanto dos salvos como dos não salvos.

Fiquem com Deus.

Pr. Paulo Roberto Costa da Paixão